CONSUMER INSIGHTS E INTELIGÊNCIA COM CONTEXTO RACIAL
A Think Etnus é uma consultoria de consumer insights especializada na população negra brasileira. Investigamos como essa população consome, decide e se relaciona com marcas — e traduzimos esse entendimento em direção para seu negócio.
Pretos e pardos são 56% da população brasileira. Movimentam mais de R$ 2 trilhões por ano em consumo. Definem categorias inteiras — na beleza, na alimentação, na moda, no entretenimento, no varejo, nas finanças.
Mesmo assim, a maioria das empresas ainda desenha produto, comunicação, atendimento e tecnologia sem considerar como a população negra vive, escolhe, confia e rejeita — e assume que o que funciona pro consumidor médio funciona pra todo mundo.
da população brasileira é negra.
de pessoas negras em números absolutos.
de reais movimentados em consumo anualmente.
Enquanto marcas tentam decifrar tendências globais, ignoram o fenômeno econômico que acontece no quintal de casa. A população negra brasileira movimenta volumes que superam o PIB de países inteiros.
É uma cadeia de decisões construída sem considerar na equação quem mais consome no país. Isso aparece no seu produto. Na sua campanha. No seu atendimento. Na sua estratégia. Na sua performance.
A sua empresa testa produto com um painel que não reflete a composição racial do país. Quando pele, cabelo e subtom da maioria dos consumidores não entram no desenvolvimento, o produto falha no uso real. A empresa lê como baixa demanda. O problema é desenho.
A sua empresa escala elenco diverso na campanha, mas a história, a linguagem e as referências seguem saindo de uma única vivência. A pessoa negra percebe isso em segundos. Gera alcance, não gera conexão — e a empresa culpa a criação, não a narrativa.
A sua empresa treina o time pra vender mais. Mas o consumidor negro encontra o segurança que vigia, o vendedor que demora e o caixa que pede documento extra. Nenhuma técnica de conversão funciona depois disso. A empresa registra baixa performance da loja. O problema é o treinamento de pessoas.
A sua empresa pesquisa o público com recorte racial, mas lê o resultado pela média do total. As decisões saem como se o consumidor negro respondesse igual ao branco. Quando o resultado decepciona, culpa a execução — não o entendimento.
A sua empresa quer crescer num país majoritariamente negro, mas a régua que define produto, preço, distribuição e comunicação foi desenhada sem essa maioria. Investe pesado num mercado que não atende — e atribui o resultado à conjuntura.
A sua empresa usa algoritmo de crédito que penaliza bairro, emprego informal e tempo de histórico bancário — variáveis que, na prática, excluem a população negra brasileira. Nega clientes solventes, perde mercado e chama de gestão de risco. O efeito é racial.
Esses problemas não se resolvem só com mais dados, mais diversidade ou mais intenção. Se resolvem com uma leitura mais precisa sobre como a população negra brasileira se relaciona com o que a sua empresa oferece — do produto à comunicação, da estratégia ao atendimento, a jornada inteira.